...

Mãos no volante.
É seu o controle da velocidade que seguimos.

O reflexo embaçado das luzes da cidade ditam o ritmo do frio que percorre a espinha.
Lábios mordem a si mesmos na tentativa tola de esconder

A sede declarada de você.

Os olhos apertados encantam

O sorriso incontido liberta
A vontade, o cinto, o botão.

A boca invade os poros
O brilho do suor denuncia
O melhor ângulo presenteia
Visão privilegiada de suas vontades.
Pulso, contração, arrepio
Concentro-me em obedecer ordens dos seus movimentos.

Busco ansiosa e intensamente
A recompensa só minha.

Adoça a boca
Irriga a alma.




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