Nos últimos meses tenho travado batalhas exaustivas e desconexas. Primeiro porque foi difícil definir o motivo real pra iniciar tal guerra e, principalmente porque o inimigo não estava muito claro.
Com a cabeça fervilhando e a alma distribuindo entusiasmo, escorreguei mais uma vez na euforia e me vi numa encruzilhada de inúmeros caminhos.
Percebi em cima da hora que estava me desviando de mim... de novo. Fiquei preocupada, sem muita fé de que estaria apta a escolher meu caminho, qualquer caminho, já que sou tão facilmente levada por sedutoras oportunidades de ser feliz.
E percebi que, assim como no amor, o que me realiza não é o que eu faço - ou com quem estou -, mas sim se o que eu faço é bom, é significativo, dá frutos.
Parei, me concentrei e voltei a enxergar a luz que transformou o borrão numa silhueta. Ainda que seus contornos sejam abstratos em demasia, pelo menos não é um borrão.
O que me faz feliz é ser eu mesma e descobrir quem eu sou, depois de viver em estado ambulante de incontáveis metamorfoses, é meu maior desafio hoje.
E depois de atropelar a mim mesma sem dó, parei de ter pressa. Pelo menos pressa em demasia. Fiz então um acordo amigável com a ansiedade.
Ela me move, mas eu a controlo. É como treinar um cavalo selvagem: Não adianta tentar domá-lo. É preciso entender seus instintos, aceitá-los e só então estabelecer uma relação saudável.
Tudo meio atribulado e meio confuso como uma fotografia de alta exposição: Blur preciso da realidade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário