A arte de desconstruir

Nos últimos dias, voltei a escrever na tentativa de retomar o objetivo inicial do blog: 

Compartilhar passos rumo à transformação da menina-mulher em mulher-mãe-menina.

É daí que vem o post de hoje:


A arte de desconstruir

No processo de construir a mim mesma, tenho chegado a pontos de impasse onde preciso permitir-me desconstruir.

Desconstruir paradigmas, conceitos, visões, percepções.

Parece fácil, mas não é.

Pergunte-se - com toda sinceridade a que se permite olhar pra si mesmo - qual foi a última certeza que você deixou de lado para aceitar uma nova?

Viu? ;)

Precisei - preciso e, se tudo continuar em construção, precisarei - arrancar travas bobas da mente, do corpo e do coração.

O resultado? Liberdade.

A incrível sensação de estar livre pra ser quem eu sou hoje.

Que pode não ser quem fui, nem quem serei daqui há pouco.

Mas e daí?


Assim sendo, acabei de tirar do guarda-roupa uma verdade que guardava como travesseiro querido de infância e estou pronta para dar-lhe novo destino.

Destino esse que não sei bem qual é.

Talvez tire uma foto pra recordar, saber que esteve ali, e depois deixe-a ir.

Óbvio que o vazio do apego vem perguntar "tem certeza?".

Mas depois do questionamento sempre vêem as novas certezas, e então está tudo bem.

Engraçado como nos cercamos de um mundo de certezas construídas ao longo da vida.

E pra que?

Pra descobrir que estar disposto a deixá-las serem levadas é uma das melhores coisas que se pode conquistar?

Nice! :P

15/05/11, 18:38 em "Mãe em Construção"

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