Ímpar

Como um lampejo de lucidez
O luar traz junto à embriaguez das ondas
A clareza do coração pungente

Reconheço nesse olhar
Sonhos de uma vida magenta
E humildemente aceito
Seu amor, seu beijo, meu amar

E o coração de menina-mulher
Alia-se à pele da mulher-não-tão-menina
É bobo, a mais pura rotina
Não conheço o poder do hesitar

Pele, amor, um momento
Reflexo de toda atração
Ansiosa espero o toque
De suas trêmulas mãos

De repente o impulso dos pés
Plano com o vento da vertigem nos cabelos
Retrato da minha resposta
"Sim"




3 comentários:

  1. num local encantado vem o efeito do encanto, mostrar o resultado na pele é resposta ao cortejo, que pelo momento não deixou outra opção.

    foi assim que assisti mais esse texto delicioso ^^

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  2. Gostei porque vem reafirmando um estilo, construindo uma identidade poética... só comparar com os outros e ver os pontos que se tocam nesses paralelos.

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  3. Sim? O que? Eu imagino o monte de entre linhas não preenchido e subentendido em cada trecho. Mas, eu só imagino, não sei. Estilo? Não sei se falar levianamente coisas que vem de dentro se tornaria um estilo, ou talvez o estilo esteja justamente em esconder, talvez propositalmente, algumas outras palavras naquelas ditas linhas subentendidas. Estilo? Pra quê?

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